Com 35 associações habilitadas, essa fase do processo avalia lote, validade, selo de inspeção sanitária, dentre outros outros critérios
A Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar, por meio do Núcleo de Apoio a Programas de Economia Regional (Naper), realiza, até a sexta-feira (18/10), o período de análise de amostras do processo da Chamada Pública Complementar Nº 02/2024. Com mais de 690 propostas recebidas, foram 35 associações habilitadas para essa fase do processo seletivo, onde serão avaliados lote, validade, selo de inspeção sanitária, dentre outros critérios para a aprovação.
Desde o dia 11 de outubro, representantes das associações aprovadas entregaram os produtos selecionados durante a chamada pública no Departamento de Logística da Gerência de Alimentação Escolar (GAE), para a análise. Dentre os alimentos estão farinha de mandioca amarela, farinha de mandioca branca, farinha de tapioca, doce de banana e polpas de frutas de cupuaçu, açaí e goiabada, além do filé de peixe.
Após a entrega, os produtos estão sendo avaliados por uma comissão técnica formada por nutricionistas do Departamento de Logística (Delog), das sete Coordenadorias Distritais de Educação, do Conselho de Alimentação Escolar (CAE), representantes dos manipuladores de alimentos e técnicos da GAE.
Segundo a nutricionista responsável do Delog, Valéria Favacho, essa fase é onde a comissão e os departamentos checam se todos os produtos agrícolas atendem aos critérios estabelecidos para que esse alimento possa chegar, saudável e com qualidade, à mesa de todos os estudantes da rede estadual de ensino.
“São avaliados os critérios de qualidade, se atendem todas as legislações vigentes com relação a controle higiênico-sanitário e ao controle geral. A gente vai fazer toda essa avaliação para poder dar o aval para que eles possam ser habilitados e oferecidos na alimentação escolar dos alunos, uma alimentação regional, de qualidade e saudável”, explicou a nutricionista.
Alimentação regional, da produção à mesa
O processo Chamada Pública Complementar Nº 02/2024 tem o objetivo de garantir a merenda escolar em todos os municípios do estado até o início do ano letivo de 2025. Obedecendo os critérios do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), foi elaborado o cardápio que contenha todos os componentes nutricionais necessários e que respeite a sazonalidade dos produtos durante o período estipulado.
Abrangendo 30% de produtos oriundos da agricultura familiar, a chamada pública, além de enriquecer a alimentação dos estudantes com produtos regionais, também permite a alimentação da produção local e do comércio amazonense.
Para o produtor da Associação Rural Agroextrativista do Paraná do Mundurucus (Agromun), do município de Manacapuru (distante 68 quilômetros de Manaus), Diego Muniz, é imensa a alegria de contribuir com a alimentação escolar de centenas de crianças da rede pública, incluindo seu próprio neto, estudante da rede estadual.
“Um relato que eu tenho muito alegre da minha parte é que eu tenho um neto de sete anos e a alegria dele é poder dizer para os amigos que ele o avô dele fornecem os alimentos que eles diariamente consomem no colégio. Então, é uma alegria imensa para nós produtores sabermos que o nosso produto está sendo levado para inúmeros colégios”, disse o produtor.
TEXTO: Andrya Pietra
FOTOS: Euzivaldo Queiroz / Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar