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Feira de Linguagens aborda memórias da Copa do Mundo com alunos da Educação Especial

Iniciativa da EE Diofanto Vieira Monteiro trabalhou o tema por meio da cultura e culinária de países sede das copas em que o Brasil foi campeão

A Escola Estadual (EE) Diofanto Vieira Monteiro, localizada no Centro de Manaus, realizou, nesta sexta-feira (17/04), a 3ª edição da “Feira de Linguagens”, desta vez com o tema “Copa do Mundo e suas memórias” abordando aspectos culturais e culinários dos países onde a seleção brasileira de futebol foi campeã mundial. A unidade de ensino é uma das quatro da rede estadual na capital especializadas no atendimento a alunos com deficiência, e atende estudantes a partir de 14 anos, com deficiências intelectuais e múltiplas.  

A feira contou com quatro salas temáticas, que abordaram a Copa do Mundo de 1958, realizada na Suécia; a copa realizada no México, em 1970; a copa realizada nos Estados Unidos, em 1994; e a copa realizada na Coreia do Sul e no Japão, em 2002. As edições homenageadas foram marcantes tanto por renderem títulos mundiais para a seleção brasileira, quanto por apresentarem ao mundo um pouco da história, cultura e culinária dos países para o restante do mundo. 

De acordo com a diretora da unidade de ensino, Solange Belchior, muitos dos estudantes não conheciam essas histórias e, a partir da construção das salas temáticas, passaram a conhecer, o que concretiza os objetivos da feira de linguagens, que nas edições anteriores apresentou aos estudantes a literatura infantojuvenil de Monteiro Lobato, e as culturas dos povos indígenas da Amazônia.

“Muitos alunos não tinham conhecimento do que é uma copa, então nós estamos revivendo esses momentos, as salas são como um túnel do tempo para que os alunos vejam os anos em que o Brasil ganhou, o que é a taça, qual a premiação, como funciona a competição, e tudo foi feito com o maior carinho pelos professores dentro das salas de aula”, ressaltou a diretora da unidade de ensino, Solange Belchior. 

Educação inclusiva

Diferentemente das unidades de ensino regulares, a EE Diofanto Vieira Monteiro não trabalha com séries sequenciais, como o Ensino Fundamental e Médio, mas sim a partir de oficinas pedagógicas e letramento aos estudantes. Atualmente, a instituição conta com alunos de idades variadas matriculados nas oficinas de vassouraria, customização, culinária, pintura, corte e costura, e bijuterias.  Além das oficinas, a escola oferece também atividades complementares, abordando o estudo da natureza, jogos cognitivos, teatro, dança e informática. 

Durante a Feira de Linguagens, que contou com a participação de estudantes, responsáveis e alunos da EE Manoel Marçal de Araújo, os produtos confeccionados pelos estudantes foram expostos, muitos já no clima da Copa do Mundo, estampados com as cores da bandeira do Brasil. Para a gerente de Atendimento Educacional Especializado, da Secretaria de Educação, Hellen Prata, o momento representa a concretização de um trabalho feito a muitas mãos.

“É um momento muito especial, porque nós temos todos os nossos estudantes participando, aqui os professores trabalham diariamente, mostrando a importância e que eles são capazes, sim, de aprender, cada um ao seu modo, de acordo com suas especificidades”, reiterou a gerente.

Os estudantes, que também se apresentaram na cerimônia de abertura da Feira, ficaram contentes ao entrar nas salas temáticas e conhecer não apenas a história da Copa do Mundo, mas curiosidades sobre outros países de modo imersivo. A aluna Charlyze Barros Schlottke, de 21 anos, que estuda na escola há dois anos, destacou que a experiência tem sido especial.

“Eu estudo aqui na escola a educação física, o estudo da natureza, teatro e informática. O que eu mais gosto de vir pra cá é a parte de estudar e aprender, dos professores, da diretora”, disse a estudante.

 

Texto: Maria Eloá 

Foto: Euzivaldo Queiroz / Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar