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Estudantes da rede pública estadual participam da 4ª edição do Amazon STEM Adventures Jovens Pensadores

Estudantes da rede pública estadual participam da 4ª edição do Amazon STEM Adventures Jovens Pensadores

Realizado pelo projeto Academia Stem da Universidade do Estado do Amazonas, evento reúne estudantes interessados em inovação e tecnologia

 

Alunos do Ensino Médio da rede pública estadual participaram, nesta quinta e sexta-feira (26 e 27/02), da 4ª edição do Amazon STEM Adventures - Jovens Pensadores, evento realizado pelo projeto Academia Stem, da Escola Superior de Tecnologia (EST), da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), que tem como objetivo promover a troca de conhecimentos por meio de trabalho em equipe e da integração entre estudantes, professores, pesquisadores e profissionais multidisciplinares. 

 

A secretária de Estado de Educação e Desporto Escolar, Arlete Mendonça, participou da cerimônia de abertura do evento, juntamente com o  coordenador da Academia Stem, professor Adan Medeiros; o diretor da Agência de Inovação da UEA, professor Dr. Alcian Pereira de Souza; o diretor da EST, professor Dr. Jucimar Maria da Silva; o gerente de Pesquisa, Desenvolvimento, Inovação e Relacionamento da Samsung, Sr. José Cambeiro; e a diretora da Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa, Extensão e Interiorização do IFAM (FAEPI), Luana Marinho Monteiro.

 

“Quero agradecer a oportunidade de poder estarmos contribuindo, e reafirmar o nosso compromisso de continuar a nossa parceria, não só com esse projeto, mas com outros que virão, para que nós possamos, a cada dia, dar essa oportunidade aos nossos estudantes, aos nossos jovens”, destacou a secretária de Educação, Arlete Mendonça.

 

Soluções tecnológicas

 

A Secretaria de Estado de Educação foi representada por quatro equipes de estudantes durante o evento, oriundos da Escola Estadual (EE) Dom Milton Correa Pereira, zona norte de Manaus; EE Ângelo Ramazzotti, zona centro-sul de Manaus; e EE Ten. Coronel Cândido José Mariano (CMPM V), também na zona centro-sul da capital. 

 

Cada equipe participante desenvolveu um projeto que une ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Para isso, as equipes tiveram acesso a um espaço preparado com máquinas de corte a laser, impressoras 3D, componentes eletrônicos, microcontroladores Arduino, além de materiais de consumo, permitindo que os participantes realizassem reuniões e implementassem suas ideias. O local também foi equipado com acesso à rede elétrica, conexão à internet, lousa interativa e notebooks. 

 

A equipe Robojara, composta por sete estudantes da EE Dom Milton Correa Pereira, apresentou, durante o evento, um sistema inteligente de captação e reuso da água da chuva em banheiros escolares, já implementado pelos estudantes na unidade de ensino.

 

“A gente vai armazenar essa água, filtrar, e guardar em compartimentos específicos, depois vem a parte de monitoramento, onde a gente vai monitorar essa água para depois ela ser encaminhada para o seu lugar específico. Esse projeto vem para diminuir a conta de água e o desperdício da água potável”, explicou a aluna Ana Vitória Barbosa, da 2ª série do Ensino Médio.

 

O professor Jonatha Moraes, que leciona a disciplina de Matemática na EE Dom Milton, destacou que o evento foi uma oportunidade de trazer a vivência da universidade, da pesquisa e do pensamento lógico aos estudantes do Ensino Médio.

 

“Essa é a segunda vez que a escola Dom Milton está participando, e é sempre muito bom estar aqui, a troca dos estudantes, eles podem conhecer um pouco da universidade, e além disso, eles estão aprendendo uma coisa nova, vários conteúdos, é sempre bem interessante e motivador”, afirmou.

 Educacao Estudantes da rede estadual participam do ASAD Equipe Dom Milton Foto Euzivaldo Queiroz 1

Já a equipe da EE Ângelo Ramazzotti apresentou o projeto “Placas 3D em Braile”, que consiste em apresentar as artes feitas pelos estudantes da unidade de ensino por meio do braile, um sistema universal de leitura e escrita tátil para pessoas cegas ou com baixa visão, baseado em células de 6 pontos em relevo que permitem 63 combinações para letras, números e símbolos.

 

“A gente pega as artes dos alunos da nossa escola e repassa elas em braile para uma placa, para que as pessoas que tenham deficiência visual consigam entender aquilo que a gente vê”, explicou a estudante Kamilly Coelho, da 3ª série do Ensino Médio.

 

FOTOS: Euzivaldo Queiroz / Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar